Nosso Blog

Acompanhe as novidades

Maior concorrência estimula a busca por retrofit entre imóveis comerciais

Com a elevação na taxa de vacância e falta de espaço nas capitais, modernização é principal saída para os proprietários, além de ser alternativa de receita para construtoras nos grandes centros

Com taxas de vacância em patamares altos no mercado imobiliário, lajes comerciais mais antigas apostam em retrofit para conseguir lidar com a concorrência. Além disso, a alternativa também tem favorecido a receita das construtoras, sobretudo, nas capitais.

“O retrofit é uma forma de recolocar os imóveis no mercado”, aponta o diretor-geral da BN Engenharia, João Antônio Mattei. Para ele, com o alto volume de estoque no mercado, os imóveis comerciais sem modernização, e que já estão vagos, dificilmente serão locados.

Segundo Mattei, além de melhorar a ocupação do empreendimento, obras de retrofit ajudam no aproveitamento do espaço. “Com o retrofit posso aumentar a área locável sem aumentar a área computável. Muitos têm corredores muito largos e áreas que não são usadas.” Entre as obras de retrofit, uma tendência observada por ele é a transformação de edifícios de salas pequenas em lajes comerciais.

Com o intuito de mostrar o impacto do retrofit no mercado, a Buildings Pesquisa Imobiliária realizou um levantamento de prédios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Entre os exemplos está o Edifício Paulista (São Paulo) que tinha um preço de locação de R$ 35 o metro quadrado (m²) e atingiu R$ 125 em 2015.

Para o diretor comercial da Buildings Pesquisa Imobiliária, Fernando Didziakas, o atual cenário é consequência do grande número de lançamentos nos últimos anos. Em São Paulo, lajes comerciais de médio e grande porte somam mais de 7,4 milhões de m² entre empreendimentos de classe A e B. “Ainda existe a previsão de 700 mil m² para serem entregues”, diz.

Comente